Por anos evitei projetos em Node. Até pegar um legado em produção e perceber que o que me destravou não foi a linguagem, foi o padrão por baixo dela. Sobre o que isso me ensinou de senioridade, e o que ainda me falta.
Passei 20 anos vendo júnior virar sênior do mesmo jeito: errando em software de verdade, com alguém do lado. Agora a IA acerta a tarefa que era dele, e os números de contratação já mostram o efeito. Sobre o que se perde quando o erro deixa de ser do júnior, e o que eu mudei no meu time por causa disso.
Um dev que ouve o Escovando Bits me mandou no WhatsApp: "tô virando um júnior que não consegue nem avaliar se a IA me entregou código certo". A mensagem mexeu comigo, porque eu também cedo o volante às vezes. Sobre a diferença entre criar e gerar código, e o que a gente deixa de aprender quando esquece dela.
Toda vez que começo um projeto novo eu poderia pegar a bola da vez, e acabo no Django. Não porque ele seja o melhor framework do mundo. Porque ele é chato, estável, e porque eu estava na sala certa quando ele nasceu. Vinte anos de Django, do projeto de tradução às escolhas de hoje.